Cuidar de Quem Cuida
Cooperação Técnica SES/MS e OPAS/OMS

Cuidar de quem cuida.

Fortalecimento da atenção psicossocial às trabalhadoras e aos trabalhadores da saúde da SES-MS e dos municípios de fronteira, com ênfase na prevenção e no enfrentamento do assédio, da discriminação e das demais formas de violência laboral.

17municípios visitados
6regiões de saúde
11encontros de matriciamento
Mapa de Mato Grosso do Sul com os 17 municípios participantes
Linha do tempo · 2026

Do território à formação.

Cinco ciclos de viagens, três turmas de matriciamento e duas capacitações presenciais em Campo Grande. Selecione uma etapa para ver os detalhes.

Concluído Previsto Marco / entrega
Matriciamento técnico

Três turmas simultâneas, encontros quinzenais.

O contrato previa 6 encontros em turma única. A execução organizou o matriciamento em três turmas, cada uma com público e cronograma próprios. Cada turma completará 8 encontros até o encerramento do projeto.

3turmas em andamento
11encontros realizados até agosto de 2026
24encontros ao todo, quatro vezes o previsto
2h + 1hencontro coletivo e plantão de dúvidas

Estrutura de cada encontro · 120 minutos

Caso10 min
Base teórica50 min
Grupos em salas temáticas25 min
Apresentação das soluções25 min
Fecho10 min

Estudos de caso fictícios, construídos a partir de arquétipos identificados no diagnóstico, com devolutiva técnica da consultora.

Eixos temáticos

1

Fatores de risco psicossocial

Referencial da OIT, riscos inerentes e organizacionais, qualidade da gestão como fator de proteção.

2

Relações de trabalho e cultura institucional

Eixos que deterioram o ambiente de trabalho, gestão cooperativa e participativa, política e burocracia profissional.

3

Retorno sobre o trabalho (feedback)

Ciclo de gestão no Poder Executivo, reconhecimento, orientação e avaliação, feedback contínuo.

4

Conflito, violência e assédio

Distinções conceituais, Convenção nº 190 da OIT, raízes da violência, protocolos e monitoramento por dados públicos.

Cronograma executado

Turma 1

Pontos focais dos municípios visitados na etapa inicial · terças, 9h às 11h
07/07Fatores de risco psicossocial no trabalho12
14/07Relações de trabalho e cultura institucional11
28/07Retorno sobre o trabalho (feedback)7
04/08Conflito, violência e assédio6
05–08Encontros 05 a 08 · em breve
Municípios representadosCorumbá, Sete Quedas, Ponta Porã, Ladário, Inocência, Ribas do Rio Pardo, Aral Moreira e Caracol
Ver encontros, atas e apresentaçõesarrow_forward

Turma 2

Pontos focais dos municípios visitados na etapa final · horário ajustado aos fusos
29/07Marco teórico e fatores de risco psicossocial6
05/08Condições de trabalho e fatores de risco psicossocial9
18/08Retorno sobre o trabalho (feedback)6
04–08Encontros 04 a 08 · em breve
Municípios representadosInocência, Aral Moreira, Porto Murtinho, Caracol, Ponta Porã, Ladário, Coronel Sapucaia e Antônio João
Ver encontros, atas e apresentaçõesarrow_forward

Trilha SES/MS

Equipes técnicas da Secretaria de Estado de Saúde · quartas e sextas
15/07Fatores de risco psicossocial no trabalho6
17/07Área meio e área fim3
30/07Retorno sobre o trabalho (feedback)6
10/08Conflito, violência e assédio6
05–08Encontros 05 a 08 · em breve
ParticipaçãoEquipes técnicas e Coordenadoria de Gestão da SES/MS
Capacitações presenciais · Campo Grande

Formação das equipes e da gestão.

Oficinas teórico-práticas para consolidar os protocolos e as práticas de gestão preventiva desenvolvidos na primeira fase.

12 e 13 de agosto de 2026 · 16 horas

Capacitação das equipes técnicas

Preparou os pontos focais para a aplicação prática do Protocolo de Acolhimento Institucional: identificação e classificação de riscos, simulações de atendimento, personalização do protocolo e percurso completo do acolhimento.

27participantes únicos · 21 municípios, 6 SES/MS
13/17municípios representados (76%)
98registros de presença em 4 turnos

Presença por turno

Dia 1 · manhã
25
Dia 1 · tarde
23
Dia 2 · manhã
24
Dia 2 · tarde
26

24 das 27 pessoas estiveram nos dois dias.

Antônio JoãoAral MoreiraBela VistaCaracolCoronel SapucaiaCorumbáInocênciaLadárioMirandaMundo NovoPonta PorãPorto MurtinhoRibas do Rio Pardo
19 de agosto de 2026 · 8 horas

Formação de gestoras e gestores

Preparou as Secretárias e os Secretários Municipais de Saúde para o seu papel na sustentação da Rede de Atenção Psicossocial nos municípios.

24participantes únicos · 14 municípios, 10 SES/MS
7Secretárias e Secretários Municipais de Saúde
1 diapresencial, teórico-prático
ManhãPanorama do projeto, achados do diagnóstico e fundamentos da gestão de pessoas no serviço público
TardePráticas de gestão preventiva, feedback na prática, estudo de casos e simulações

Secretarias representadas

CorumbáBela VistaPorto MurtinhoCaracolSete QuedasParanhos

Conteúdo programático

Riscos psicossociais e trabalho em saúde

Exigências do trabalho, organização do trabalho, relações interpessoais e interface entre vida pessoal e funcional.

Subnotificação e barreiras à busca de ajuda

Medo de represálias, impactos na carreira e receio de exposição. A Rede de Acolhimento como porta de entrada baseada em escuta, sem condicionar o atendimento à denúncia.

Conflito, violência, assédio e cultura institucional

Convenção nº 190 da OIT e as dimensões direta, estrutural e cultural da violência, com foco na responsabilidade institucional.

Documentos do projeto

Instrumentos da Rede de Acolhimento.

Produzidos na 1ª fase e instituídos no âmbito da Resolução SES/MS nº 559/2026.

Versão 1.0 · 2026

Protocolo de acolhimento institucional

Etapas, diretrizes e condições mínimas do acolhimento de trabalhadoras e trabalhadores em situação de riscos psicossociais no trabalho.

Versão preliminar · jun/2026

Guia orientador para a atenção psicossocial nos municípios

Diretrizes para a estruturação, manutenção e revisão da estrutura de atenção psicossocial nas Secretarias Municipais de Saúde.

Anexo I do Protocolo · rev. 2

Formulário de Acolhimento e Avaliação de Risco

Instrumento único de registro do acolhimento, com avaliação de riscos psicossociais e medidas de gestão preventiva.

O projeto

Três fases de trabalho.

O desenho segue o modelo OMS/OIT de três estratégias: prevenir, proteger e promover, apoiar.

Fase 1

Fluxos e protocolos

Visitas institucionais aos 17 municípios e à SES/MS, diagnóstico e construção das portas de entrada, do Protocolo de Acolhimento Institucional e das linhas de cuidado psicossocial.

Fase 2

Capacitações

Matriciamento técnico em três turmas virtuais quinzenais e capacitações presenciais de equipes técnicas, gestoras e gestores.

Fase 3

Consolidação

Indicadores, painel de monitoramento e avaliação da Rede de Acolhimento.

Território

17 municípios de fronteira.

Os ciclos de viagens percorreram seis regiões de saúde nas quatro macrorregiões do Plano Diretor de Regionalização, de 11 de maio a 24 de julho de 2026.

Mapa municipal de Mato Grosso do Sul com os 17 municípios participantes em destaque
Rede de Acolhimento SES/MS · Versão 1.0 · 2026

Protocolo de acolhimento institucional

Trabalhadoras e trabalhadores em situação de riscos psicossociais no trabalho. Instituído no âmbito da Resolução SES/MS nº 559/2026 · CVIST/SVS/SES-MS · Cooperação técnica OPAS/OMS.

O acolhimento institucional é o conjunto de práticas voltadas ao atendimento qualificado, com base em escuta ativa, suporte interdisciplinar e acompanhamento contínuo, destinadas a identificar necessidades específicas, mitigar riscos psicossociais e articular os recursos institucionais disponíveis.

O acolhimento não é procedimento correcional ou disciplinar.

A pessoa atendida não é obrigada a formalizar denúncia para ter acesso ao acolhimento.

Nenhuma medida será adotada sem o consentimento informado da pessoa atendida.

Etapas do acolhimento

Nove atividades, quatro com registro.

Atividades a desenvolver no acolhimento, diretrizes de registro e resultado esperado de cada etapa.

  1. 1

    Triagem inicial

    Identificação de urgência e definição do formato de atendimento.

    Registro não necessário
  2. 2

    Alinhamento de expectativas

    Compreensão mútua sobre objetivos, sigilo e autonomia.

    Registro não necessário
  3. 3

    Escuta ativa

    Descompressão emocional, segurança psicológica e vínculo de confiança.

    Registro não necessário
  4. 4

    Orientação sobre caminhos possíveis

    Qualificação da decisão e fortalecimento da autonomia.

    Registro não necessário
  5. 5

    Avaliação de riscos psicossociais

    Identificação de riscos que exigem medidas acautelatórias.

    Formulário (Anexo I)
  6. 6

    Medidas acautelatórias

    Interrupção da violência e tutela da integridade da pessoa.

    Formulário (Anexo I)
  7. 7

    Encaminhamentos

    Acesso a apoio de saúde, jurídico, gestão de pessoas e rede externa.

    Com anuência expressa
  8. 8

    Informação sobre o direito à denúncia

    Tomada de decisão livre e informada sobre formalizar ou não a denúncia.

    Registro não necessário
  9. 9

    Acompanhamento

    Monitoramento contínuo e avaliação periódica.

    Estatístico e funcional

A triagem não filtra nem nega o acolhimento. Sua única finalidade é organizar a resposta mais adequada e o grau de urgência da situação.

Diferenças fundamentais

Acolhimento, denúncia e correição.

Cada instância tem objetivo, fluxo e implicações distintos. Esta explicação integra o alinhamento de expectativas.

AspectoAcolhimentoDenúnciaCorreição
ObjetivoEscutar, apoiar, orientar e proteger a pessoa afetadaRegistrar formalmente a situação e iniciar o fluxo institucionalInvestigar e apurar responsabilidade administrativa
InícioA pedido da pessoa, a qualquer momentoDecisão da pessoa afetada ou de terceirosDecisão da autoridade competente
CaráterVoluntário e não vinculanteFormal; gera protocolo e obrigação de respostaFormal; vincula a administração pública
SigiloAbsoluto; sem registros sem autorizaçãoRelativo; necessário para instrução do casoProcessual; regido por normas específicas
ResultadoMedidas de gestão preventiva e apoio psicossocialPode gerar investigação e apuração formalPenalidade, arquivamento ou absolvição
UnidadeRede de AcolhimentoOuvidoria ou comissão de éticaCorregedoria ou correição
Diretrizes do acolhimento

Oito diretrizes.

Centralidade

A pessoa atendida é o centro do acolhimento. Seus direitos, sua autonomia, seu tempo e sua segurança guiam todas as decisões.

Escuta ativa

Atendimento empático, sem julgamentos, interrupções ou condutas que minimizem a experiência relatada.

Sigilo

As informações compartilhadas no acolhimento são confidenciais. O acesso é restrito às unidades envolvidas nas ações de proteção.

Autonomia

Nenhuma medida será adotada sem o consentimento informado da pessoa atendida. A recusa a qualquer encaminhamento não impede o acesso ao acolhimento.

Não revitimização

São proibidas perguntas, condutas ou encaminhamentos que reproduzam sofrimento ou coloquem a pessoa em posição de responsabilidade pela situação vivenciada.

Universalidade

Acessível a todas as pessoas, sem distinção de cargo, vínculo, gênero, raça, deficiência, idade ou qualquer outro marcador social.

Comunicação não violenta

Linguagem positiva, inclusiva, acessível e não discriminatória. A CNV não deve ser usada como instrumento de pacificação ou silenciamento.

Integração em rede

Articula-se com saúde do trabalhador, gestão de pessoas, ouvidoria, correição e rede de proteção externa, conforme o consentimento da pessoa.

Passo 3 · Escuta

Do passivo ao ativo.

A escuta é etapa central do acolhimento, conduzida com atenção plena, empatia e respeito.

Evitar

Escuta passiva

Recebe informação sem feedback ativo. Pode ser percebida como desinteresse.

Evitar

Escuta seletiva

Foca apenas em partes de interesse e ignora a experiência integral da pessoa.

Proibida

Escuta crítica

Analisa e forma juízo de valor. Não julgue a veracidade do relato.

Base

Escuta empática

Compreende o estado emocional e a perspectiva da pessoa. Valide os sentimentos.

Obrigatória

Escuta ativa

Compreende fatos e sentimentos e demonstra compreensão. É o padrão do acolhimento institucional.

Gestão dos riscos psicossociais

Três níveis de intervenção.

Abordagem sistêmica e integrada, conforme parâmetros da OIT e do Plano Setorial PEADTS.

Primário

Prevenção

Atua nas causas raiz: redesenho de processos de trabalho, capacitação de lideranças em gestão humanizada, campanhas de sensibilização, avaliação periódica do clima organizacional. Responsabilidade: gestão.

Secundário

Acolhimento e proteção

Atua sobre os efeitos imediatos: protocolo de acolhimento, linhas de cuidado psicossocial, fluxos de denúncia com proteção contra retaliação, medidas acautelatórias.

Terciário

Reabilitação e retorno

Atua na recuperação e reinserção: planos individualizados de retorno, acompanhamento psicossocial continuado, adaptação de função, monitoramento de recorrência.

Documento de orientação técnica às Secretarias Municipais de Saúde

Guia orientador para a atenção psicossocial nos municípios

Diretrizes para a estruturação, manutenção e revisão da estrutura de atenção psicossocial nos municípios. Versão preliminar · Junho de 2026.

A Rede de Acolhimento municipal reúne, de forma interdisciplinar, as áreas de saúde do trabalhador, saúde mental, gestão de pessoas, direitos humanos e equidade, sob a lógica do cuidado. Acolher não é apurar, e buscar acolhimento não obriga ninguém a denunciar.

Para quem é este Guia

Gestores municipais de saúde, equipes de gestão de pessoas, profissionais de saúde do trabalhador e de saúde mental, ouvidorias do SUS, comissões de equidade e pontos focais designados para a atenção psicossocial.

Base normativa

Resolução SES/MS nº 559/2026; PEADTS (Portaria GM/MS nº 6.638/2025); Programa Federal (Decreto nº 12.122/2024); Convenções nº 190 e nº 111 da OIT.

Não há porta errada

Qualquer ponto de contato deve orientar a pessoa ao caminho adequado: acolhimento e suporte, esclarecimentos ou denúncia formal.

Metodologia de implementação

Cinco pilares articulados.

O diagnóstico inicial avalia a maturidade do município em cada pilar e orienta as prioridades de implantação.

1

Prevenção

Ações educativas, sensibilização e formação permanente para transformar a cultura organizacional.

2

Acolhimento

Instância independente, pautada na lógica do cuidado, com escuta respeitosa e atendimento interdisciplinar.

3

Denúncia

Canais acessíveis, com múltiplas portas de entrada e atendimento humanizado, exercidos pela ouvidoria.

4

Correição

Apuração com segurança jurídica, sem revitimização e com proteção contra retaliação.

5

Governança

Coordenação, monitoramento por indicadores e sustentação institucional da Rede ao longo do tempo.

Composição da Rede municipal

Cinco áreas, uma rede.

Em municípios menores, uma mesma pessoa pode acumular funções, desde que preservados sigilo e capacitação.

Saúde do Trabalhador

Avaliação de riscos psicossociais, vigilância em saúde do trabalhador e articulação com o CEREST de referência.

Saúde Mental / RAPS

Escuta qualificada, acompanhamento e encaminhamento à Rede de Atenção Psicossocial, quando indicado.

Gestão de Pessoas

Medidas de gestão preventiva, ajustes de ambiente de trabalho e proteção contra retaliação.

Direitos Humanos / Equidade

Apoio à equidade, atenção às interseccionalidades e orientação sobre direitos.

Ouvidoria do SUS

Porta de registro de denúncias, orientação sobre trâmites e encaminhamento à apuração.

  1. 1

    Designe pontos focais

    Por ato formal, ao menos um ponto focal e uma equipe mínima de acolhimento, preferencialmente atuando em dupla, com substitutos definidos.

  2. 2

    Institua a Rede por ato normativo

    Portaria, resolução ou decreto municipal com finalidade, composição, fluxos e periodicidade de monitoramento e revisão.

  3. 3

    Garanta espaço reservado

    Ambiente seguro e sem fluxo de pessoas, presencial ou remoto, com acessibilidade e uso do nome social informado.

  4. 4

    Capacite antes de atender

    Escuta ativa, comunicação não violenta, conceitos de assédio e discriminação, avaliação de risco, sigilo e encaminhamentos.

Monitoramento e revisão

Checklist de autoavaliação municipal.

Itens marcados como "Não" ou "Em construção" indicam prioridades para a próxima revisão. A estrutura deve ser revista ao menos uma vez por ano.

  1. 01A Rede está instituída por ato normativo municipal?
  2. 02Há pontos focais e equipe de acolhimento designados e capacitados?
  3. 03Existe espaço reservado e seguro para o acolhimento?
  4. 04Os três fluxos (acolhimento, esclarecimento, denúncia) estão definidos e divulgados?
  5. 05Os canais oficiais, incluindo o Fala.BR, estão atualizados e visíveis?
  6. 06Há registro sigiloso dos atendimentos com acesso restrito?
  7. 07Há articulação ativa com CEREST, RAPS/CAPS e rede estadual (CVIST/SES)?
  8. 08Os relatórios quadrimestrais estatísticos são elaborados e compartilhados?
  9. 09Há educação permanente e cuidado das equipes de acolhimento?
  10. 10A estrutura foi revisada no último ciclo?

Indicadores sugeridos

Número de acolhimentos (dado estatístico, não identificável); proporção de encaminhamentos à saúde mental; tempo médio entre a procura e o primeiro atendimento; profissionais e lideranças capacitados; atualização do ato normativo, fluxos e canais.

Relatórios quadrimestrais

Os pontos focais mantêm relatórios compartilhados apenas com informações estatísticas que não permitam a identificação das pessoas. Subsidiam o monitoramento estadual pela CVIST/SES.

Cuidado de quem cuida

As equipes de acolhimento estão expostas ao desgaste emocional do trabalho com situações sensíveis. Assegure espaços de supervisão, apoio e revezamento.

Matriciamento técnico

Encontros quinzenais, três turmas.

Encontros virtuais de duas horas com uma hora de plantão, organizados em cinco momentos: caso, base teórica, grupos em salas temáticas, apresentação das soluções e fecho. Cada turma completará 8 encontros até o encerramento do projeto.

Turma 1Turma 2Trilha SES/MS · em breve
Turma 1

Pontos focais dos municípios · etapa inicial

Municípios de fronteira visitados na etapa inicial do diagnóstico. Encontros virtuais às terças-feiras, das 9h às 11h, seguidos de plantão de dúvidas das 11h ao meio-dia.

4encontros realizados
36presenças registradas
8municípios e SES/MS
8encontros previstos

Municípios representados

CorumbáSete QuedasPonta PorãLadárioInocênciaRibas do Rio PardoAral MoreiraCaracolSES/MS · Vigilância em Saúde
Registro do Encontro 01 da Turma 1, por videoconferência
Registro do encontro · 07/07/2026
01
07/07/2026 · Terça-feira · 9h às 11h + 1h de plantão

Fatores de risco psicossocial no trabalho

12presentes

Estudo de caso fictício de “Júlia”, enfermeira coordenadora de uma unidade básica de pequeno porte em município da faixa de fronteira, com intensa população flutuante. Três salas temáticas identificaram os fatores de risco psicossocial presentes.

  • Referencial da OIT como base de análise e do Protocolo de Acolhimento
  • A qualidade da gestão como fator de proteção
  • Gestão cooperativa e participativa: participação não se confunde com ausência de direção
  • Boa prática: substituir grupos de mensagem por instrumentos padronizados e previsíveis, como planilhas institucionais de escala
Registro do Encontro 02 da Turma 1, por videoconferência
Registro do encontro · 14/07/2026
02
14/07/2026 · Terça-feira · 9h às 10h

Relações de trabalho e cultura institucional

11presentes

Estudo de caso fictício de “Marcos”, técnico de enfermagem em unidade básica de porte médio com boa estrutura física, alta rotatividade e escala no limite. Duas salas temáticas distinguiram riscos inerentes à atividade e riscos da organização do trabalho.

  • Cultura institucional, condições de trabalho e relações de trabalho
  • Rotatividade como tema de gestão no setor público
  • Reposição, repactuação e comunicação transparente
  • O papel da Rede: procedimentos, fluxo e tratamento padronizado

Duração reduzida por ajuste de fuso horário, com plantão no dia seguinte e reposição agendada.

Registro do Encontro 03 da Turma 1, por videoconferência
Registro do encontro · 28/07/2026
03
28/07/2026 · Terça-feira · 9h às 11h + 1h de plantão

Retorno sobre o trabalho (feedback)

7presentes

Três grupos trabalharam a mitigação dos riscos identificados nos encontros anteriores, já que boa parte das medidas de mitigação corresponde a medidas de gestão de pessoas.

  • Ciclo de gestão no Poder Executivo: definir metas, acompanhar e dar suporte, avaliar
  • Acompanhar e dar suporte, não monitorar
  • Retorno inadequado: genérico, voltado ao passado, em monólogo ou centrado na pessoa
  • Três tipos de feedback: reconhecimento, orientação e avaliação
Registro do Encontro 04 da Turma 1, por videoconferência
Registro do encontro · 04/08/2026
04
04/08/2026 · Terça-feira · 9h às 11h + plantão

Conflito, violência e assédio

6 + equipe SESpresentes

Três estudos de caso fictícios (Marlei e Sônia; Cléber e Idalina; Tânia e Fábio), com a tarefa de classificar os episódios como conflito, violência ou assédio, indicar o ponto de virada e as medidas que a gestão poderia ter adotado.

  • O ciclo entre riscos psicossociais, violência e assédio (OIT)
  • Não cabe à gestão nem à Rede imputar assédio, mas há dever de agir para interromper a escalada
  • O conflito é inerente e neutro; sua ausência pode ser sinal de violência velada
  • Natureza tríplice da Rede: descomprimir, direcionar ao cuidado e coletar dados
schedule

Encontros 05 a 08 serão incluídos em breve, com registro, ata e apresentação de cada encontro.

Turma 2

Pontos focais dos municípios · etapa final

Municípios de fronteira visitados na etapa final do diagnóstico. Horário ajustado para contemplar participantes de diferentes fusos, com plantão de dúvidas após o encontro.

3encontros realizados
21presenças registradas
9municípios e SES/MS
8encontros previstos

Municípios representados

InocênciaAral MoreiraPorto MurtinhoCaracolPonta PorãLadárioCoronel SapucaiaAntônio JoãoCorumbáSES/MS
Registro do Encontro 01 da Turma 2, por videoconferência
Registro do encontro · 29/07/2026
01
29/07/2026 · Quarta-feira · 9h às 11h

Marco teórico e fatores de risco psicossocial

6presentes

Encontro de abertura da turma, com o marco teórico do projeto e os grupos de fatores de risco psicossocial da OIT. Dois grupos trabalharam estudos de caso fictícios construídos a partir de arquétipos.

  • O paradigma da OIT e a relação com a NR-1
  • Foco na área meio, impacto na área fim
  • Os três eixos que deterioram o ambiente de trabalho e o enfoque institucionalista
  • Condições do território de fronteira e distribuição do trabalho burocrático em rotinas previsíveis
Registro do Encontro 02 da Turma 2, por videoconferência
Registro do encontro · 05/08/2026
02
05/08/2026 · Quarta-feira · 14h às 16h

Condições de trabalho e fatores de risco psicossocial

9 + equipe SESpresentes

Três grupos analisaram os casos fictícios de “Cláudia” (acúmulo de funções e impessoalidade), “Denis” (novo no serviço e na função) e “Regina” (esvaziamento de função, etarismo e memória institucional).

  • Olhar integral sobre a pessoa, conforme a Convenção nº 190 da OIT
  • Gestão chega antes, direito chega depois
  • Tratamento igualitário e tutela da integridade independentemente do vínculo
  • O papel do gestor público no ciclo de gestão
Registro do Encontro 03 da Turma 2, por videoconferência
Registro do encontro · 18/08/2026
03
18/08/2026 · Terça-feira · 14h às 16h + 1h de plantão

Retorno sobre o trabalho (feedback)

6presentes

Dois grupos indicaram como conduzir o retorno de forma adequada. Um dos casos fictícios: agente comunitária de saúde com longa experiência na mesma microárea de um município de fronteira, que registra as visitas com atraso e contorna fluxos.

  • De avaliação de desempenho a desenvolvimento de pessoas
  • Feedback contínuo e voltado ao futuro; três tipos de retorno
  • Registro obrigatório, memória institucional e impessoalidade
  • Retorno direto baseado em fatos e limites éticos entre vida privada e trabalho
schedule

Encontros 04 a 08 serão incluídos em breve, com registro, ata e apresentação de cada encontro.

As listas de presença, com nomes e contatos, ficam arquivadas na pasta compartilhada do projeto e não são publicadas neste site. Os estudos de caso são fictícios e as atas identificam os grupos apenas por numeração.

Fase 3 · Consolidação · Produto 03

Dashboard municipal de monitoramento dos riscos psicossociais do trabalho

Entregável de cada município participante do projeto. O painel transforma dados administrativos que a gestão já produz todos os meses em alertas coletivos de sobrecarga e adoecimento no trabalho. Vamos construí-lo junto com os pontos focais municipais.

O painel roda em planilha eletrônica e é alimentado por relatórios de rotina do RH, da folha, do ponto e do e-saúde. Ele enxerga padrões de equipe e de unidade, nunca identifica pessoas e é independente do painel de monitoramento do projeto.

Prevenção coletiva

Enxerga padrões de equipe e de unidade. Nunca identifica pessoas nem serve a controle disciplinar.

Sem sistema novo

Roda em planilha eletrônica, alimentada por relatórios de rotina do RH, da folha, do ponto e do e-saúde.

Sob responsabilidade dos pontos focais

Com apoio do matriciamento quinzenal e do monitoramento estadual da CVIST/SES.

Etapas da construção

Do alinhamento à consolidação.

Nenhum município precisa começar com as seis fontes. A ausência temporária de uma fonte fica registrada na matriz e não interrompe o monitoramento das demais.

Etapa 1

Reunião de alinhamento

Conversa com a consultoria para alinhar a estruturação do painel à realidade do município.

eventAgendar horário
Etapa 2

Formulário 01 · Coleta de dados municipais

Levantamento de estrutura, sistemas e quantitativos agregados, preenchido com a gestão de pessoas e a equipe de sistemas da SMS.

downloadBaixar (.docx)
Onda 1 · Início imediato

Férias, afastamentos e hora extra

Relatórios que o RH e a folha já emitem todos os meses.

Onda 2 · Segundo ciclo

Ponto

Pelo sistema eletrônico ou por amostra da folha de ponto onde o registro é manual.

Onda 3 · Consolidação

Cruzamento e-saúde x servidor

Exige pactuação entre o RH e a equipe do e-saúde. Especialmente relevante na fronteira, pela população flutuante.

Todo mês

O ponto focal lança os totais agregados na aba Lançamentos.

A cada quinzena

Os alertas são discutidos no matriciamento e viram medidas de prevenção primária.

A cada quadrimestre

O relatório estatístico não identificado segue para a CVIST/SES, conforme o Guia Orientador.

A cada ano

A gestão revisa limiares, viabilidade das fontes e utilidade dos indicadores.

A leitura da hora extra recorrente começa no terceiro mês da série, quando há três competências para comparar.

Matriz de indicadores

Indicadores previstos.

Cada indicador tem descrição, objetivo, fonte, periodicidade e limiar de alerta definidos na matriz, com observações sobre a viabilidade de coleta.

Prévia do painel

Uma competência, do lançamento ao semáforo.

Altere os totais agregados e veja como a planilha calcula os indicadores, os alertas e o semáforo. Os valores de partida são o exemplo fictício de 06/2026 que acompanha o arquivo. Nada é enviado ou salvo.

VerdeNenhum alerta na competência. Manter o acompanhamento de rotina.
Amarelo1 ou 2 alertas ativos. Discutir no matriciamento e planejar prevenção primária.
Vermelho3 ou mais alertas ativos. Ação imediata da gestão com apoio da Rede.
Fontes de dados e LGPD

Seis fontes que o município já tem.

Extração mensal, padronização e anonimização. A matrícula cruza as bases somente na camada de tratamento e os microdados são descartados.

Férias

Férias vencidas ou acumuladas indicam sobrecarga e escala mal dimensionada.

RH · trimestral

Afastamentos

Absenteísmo por doença e proporção de CID grupo F rastreiam o adoecimento psíquico.

Perícia ou atestados · mensal

Concessões

Folgas compensatórias não usufruídas revelam jornada estendida crônica.

RH · trimestral

Hora extra e plantão

Hora extra em 3 competências seguidas distingue sobrecarga estrutural de pico pontual.

Folha de pagamento · mensal

Ponto

Extrapolação de jornada e supressão de intervalo mostram a organização real do trabalho.

Ponto eletrônico ou amostra · mensal

e-saúde x servidor

Produção per capita e pressão assistencial relacionam a demanda real à equipe presente.

e-saúde/e-SUS + RH · mensal

Regra de ouro: a matrícula nunca chega ao painel. O que se publica é sempre o agregado por unidade ou por município.

As cinco salvaguardas

Finalidade única

Prevenção coletiva e gestão do trabalho. Jamais controle disciplinar individual ou avaliação de desempenho.

Minimização

Só os campos estritamente necessários. Microdados identificados são descartados após o cálculo dos agregados.

Não identificação

O painel exibe apenas estatísticas. Unidades com menos de 5 servidores agregam ao total do município.

Dados sensíveis

O CID circula apenas em grande grupo (grupo F sim ou não) e sob sigilo, conforme o Guia Orientador.

Acesso controlado

A camada de tratamento fica restrita aos pontos focais designados por ato formal da gestão municipal.

Agendamento

Agende um horário.

Reunião para alinhar a estruturação do dashboard de monitoramento de riscos psicossociais no trabalho.

Myrelle JacobConsultora OPAS/OMS
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Perguntas frequentes

Dúvidas dos pontos focais.

Meu município precisa começar com as seis fontes?add

Não. A implantação é gradual, em três ondas: férias, afastamentos e hora extra primeiro; ponto no segundo ciclo; cruzamento e-saúde x servidor na consolidação. A ausência temporária de uma fonte fica registrada na matriz e não interrompe o monitoramento das demais.

Que dados posso lançar na planilha?add

Somente totais agregados por município. Nunca registre nomes, matrículas ou casos individuais. O CID entra apenas classificado em grande grupo (grupo F sim ou não).

E as unidades com menos de 5 servidores?add

Devem ser somadas ao total do município antes do lançamento, para impedir a identificação de pessoas.

Posso alterar os limiares de alerta?add

Sim. Os limiares ficam na aba Parâmetros. Os valores de partida foram definidos no guia de integração do projeto; calibre-os com a série histórica municipal a partir do terceiro ciclo.

O que fazer quando aparece um alerta?add

Levar ao matriciamento quinzenal para discussão técnica do padrão identificado; conectar o alerta a uma medida de prevenção primária do Protocolo de Acolhimento (redesenho de escala, rodízio de tarefas, formação de substitutos ou revisão de metas); registrar a medida adotada e acompanhar o indicador nas competências seguintes.

Com que frequência os dados vão para a SES?add

A cada quadrimestre, o ponto focal compartilha com a CVIST/SES o relatório estatístico não identificado previsto no Guia Orientador.

Este é o mesmo painel de monitoramento do projeto?add

Não. O Dashboard Municipal é um arquivo independente, entregável de cada município participante.

Protocolo de Acolhimento Institucional · Anexo I

Formulário de Acolhimento e Avaliação de Risco

Rede de Acolhimento · Trabalhadoras e trabalhadores da saúde

downloadBaixar formulário (Word).docx · revisão 2 · 7 seções e encerramento

Instrumento do Protocolo de Acolhimento Institucional (Anexo I) instituído no âmbito do projeto de fortalecimento da atenção psicossocial às trabalhadoras e aos trabalhadores da saúde da SES/MS e dos municípios de fronteira selecionados.

Finalidade

Instrumento único destinado ao acolhimento institucional de trabalhadoras e trabalhadores da saúde afetados por riscos psicossociais no trabalho, incluindo assédio moral, assédio sexual, discriminação e demais formas de violência laboral, bem como situações cujo foco está nas condições de trabalho e no ambiente do serviço. Tem natureza preventiva e não substitui a apuração disciplinar nem eventual denúncia formal.

Preenchimento

Depende da autorização expressa da pessoa acolhida. Caso não autorize, o acolhimento fica restrito à escuta. O registro, quando autorizado, deve priorizar a descrição dos riscos psicossociais, da configuração do serviço e das medidas de proteção pactuadas, em detrimento de detalhes íntimos e desnecessários.

Sigilo e guarda

Documento de acesso restrito, protegido pela LGPD (Lei nº 13.709/2018). Guardar em local seguro previamente definido pela chefia responsável no serviço ou pelo ponto focal da Rede de Acolhimento, com acesso limitado à pessoa responsável pelo acolhimento e às unidades para as quais houver encaminhamento autorizado.

Preenchimento online

Preencha o formulário nesta página.

Mesmos campos da revisão 2 do Anexo I. Seções e blocos marcados como "não se aplica" ficam bloqueados, e fatores pontuados com 4 ou 5 são sinalizados para a Seção 6. Ao final, imprima ou salve em PDF para assinatura e guarda.

As informações registradas neste formulário destinam-se exclusivamente à proteção da pessoa acolhida, à orientação de medidas de gestão preventiva e ao monitoramento institucional das condições de trabalho na Rede de Acolhimento SES/MS.

downloadBaixar formulário (Word)